Renda Fixa

Conheça novas alternativas e tenha investimentos muito além da poupança.


O mundo renda fixa é mais amplo do que se imagina. Apesar de não contar com a volatilidade característica dos mercados de ações, por exemplo, os investimentos em renda fixa também devem ser entendidos como reservas de longo prazo. Isso porque o efeito dos juros compostos sobre o patrimônio começa a aparecer de forma mais consistente depois do primeiro ano de aplicação.

A escolha da forma como investir, bem como onde o dinheiro será alocado, depende do grau de envolvimento do investidor. A opção pode ser por investimentos em títulos de renda fixa ou fundos. Para escolher os ativos é necessário conhecer suas particularidades. Caso deseje delegar a gestão de seu patrimônio para um terceiro, o tempo despendido para o investimento será somente o da escolha da instituição, bem como do portfólio que compõe a carteira do fundo.

Para obter resultados em qualquer alternativa de investimento é necessário seguir os passos abaixo.

Os critérios para classificação desse tipo de investimento estão separados a seguir.

Rentabilidade:

  • Pré - fixadas: nesse caso a rentabilidade é conhecida no momento da aplicação. 
  • Pós - fixadas: recebem essa denominação aqueles investimentos que possuem algum indexador para determinar sua rentabilidade. Normalmente são referenciados no CDI ou na inflação. Um exemplo são as Notas do Tesouro Nacional Série B (NTN - B) que repõem inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) adicional a uma taxa fixa. 


Emissor:

  • Público: através do site do Tesouro Direto é possível ter acesso aos títulos públicos disponíveis para investimentos. Na prática, para honrar seus compromissos, o governo emite títulos negociados para investidores. Em troca dos recursos, oferece juros. Os títulos públicos são considerados como investimentos seguros, uma vez que seu risco está associado ao não cumprimento dos compromissos financeiros do governo.
     
  • Privado: para financiamento de projetos específicos, as empresas podem emitir títulos. As debêntures podem ter rendimentos mais elevados que os títulos públicos porque seu risco está associado a uma empresa específica. Para captar recursos, os bancos emitem Certificados de Depósito Bancário (CDB's). Esse dinheiro serve como base para empréstimos a terceiros.

Garantias:

Para depósitos à vista, cadernetas de poupança e aplicações em CDB, entre outros, existe cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) limitado à R$ 250 mil por conglomerado financeiro. O FGC constitui-se de uma associação civil sem fins lucrativos. Sua função é administrar mecanismos de proteção a titulares de crédito. Pode ser acionado em caso de falência da instituição bancária.

Volumes financeiros até R$ 20 milhões podem contar com garantia do FGC, desde que estejam investidos na forma de Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE).

Os títulos privados emitidos por empresas (debêntures) não possuem garantia do FGC.

Custódia:

Os órgãos que atuam como fiéis depositários dos títulos de renda fixa no país são a Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (CETIP), a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e o segmento de renda fixa da Bovespa, denominado BovespaFix. O serviço de custódia garante que os ativos adquiridos estejam alocados em nome dos titulares e que sejam transferidos no momento da negociação (mercados primário e secundário).

Custos:

  • Para investimentos diretos: Sobre a compra de títulos incide a taxa de aquisição. A guarda dos títulos onera o investimento em cobrança da taxa de custódia anual.
     
  • Fundos de investimentos: Nos fundos, os custos se resumem à taxa de administração, que incide sobre o capital investido. Quando houver rendimento superior ao referencial também pode ser cobrada taxa de performance. O objetivo, nesse caso, é alinhar o interesse do gestor ao dos cotistas.


Para comparar fundos de investimento da mesma categoria, quanto ao desempenho de longo prazo, visualizando onde os recursos podem ter maiores retornos, acesse a plataforma "XP One Stop".

Onde investir:
 
- Títulos Públicos: para quem deseja segurança, os títulos públicos são uma boa opção. Através do site do Tesouro Direto, o Governo Federal lançou um programa para incentivar as pessoas a comprarem títulos em troca de receber uma taxa de juros. O investidor poderá escolher entre títulos pré ou pós fixados para vencimentos diferentes. Também poderá optar por receber o valor dos juros somente no final da aplicação ou semestralmente.

- CDB: os Certificados de Depósitos Bancários são títulos emitidos pelos bancos para captação de recursos. Normalmente o rendimento oferecido é um percentual da taxa CDI, podendo variar de acordo com a instituição que emite. São cobertos pelo FGC para aplicações até R$ 250 mil.

- Debêntures: são títulos emitidos por empresas privadas. As características de prazo e retorno são descritas pelo emissor.

- DPGE: único título coberto pelo FGC para aplicações até R$ 20 milhões. É emitido por instituições bancárias. Normalmente proporciona rendimento baseado em percentual da taxa Selic. Destinado a investidores qualificados, as aplicações mínimas normalmente são a partir de R$ 500 mil.

- LCI e LCA: As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são emitidas por instituições financeiras a fim de captar recursos para estas atividades específicas. Possuem cobertura do FGC, mas normalmente possuem carência definida para as aplicações. A grande vantagem é a isenção de imposto de renda para pessoas físicas.


- CRI e CRA: Os recebíveis futuros de empreendimentos imobiliários (aluguéis, por exemplo) e do agronegócio (produção de grãos) podem ser negociados através de Certificados. A estruturação é feita por uma companhia securitizadora que emite os títulos. Possuem rendimentos elevados e são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

 

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